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Cordel Encantado

Cordel Encantado é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas de 11 de abril a 23 de setembro de 2011, em 143 capítulos, substituindo Araguaia e sendo substituída por A Vida da Gente. É a 77ª “novela das seis” exibida pela emissora. Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, com colaboração de Júlio Fischer, Manuela Dias e Daisy Chaves e co-autoria de Thereza Falcão, teve a direção de Amora Mautner, Gustavo Fernandez, Natália Grimberg e Thiago Teitelroit. A direção geral foi de Amora Mautner e a direção de núcleo de Ricardo Waddington.

Contou com as participações de Bianca Bin, Cauã Reymond, Bruno Gagliasso, Nathalia Dill, Carmo Dalla Vecchia, Débora Bloch, Luiz Fernando Guimarães e Domingos Montagner.

Produção

As primeiras cenas foram gravadas no Castelo de Chambord, na França.
Para retratar o fictício reino de Seráfia, a equipe da novela viajou para a França e gravou cenas no castelo de Chambord, para onde viajaram alguns atores como Alinne Moraes, Carmo Dalla Vecchia e Débora Bloch e que contou com uma equipe local formada por quinze atores coadjuvantes, quatrocentos figurantes, além de oitenta pessoas da parte técnica. O orçamento gasto durante os cinco dias de gravação foi de 36 000 euros.

Em março de 2011, a equipe da novela viajou para a cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe e Olho d’Água do Casado em Alagoas para gravar cenas que retratavam o Nordeste. O cenário escolhido foi o cânion do Rio São Francisco, que passa pelas duas cidades. Trabalharam cerca de setenta profissionais do Rio de Janeiro, além de quase cem pessoas da região, incluindo os figurantes.[5] A novela foi lançada em DVD pela Globo Marcas em 2013.

Escolha do elenco
Bianca Bin foi escolhida para ser protagonista da novela pelas próprias autoras. Elas usaram o mesmo critério que a fizeram escolher Paolla Oliveira mocinha de O Profeta: o fato dela ter surgido com destaque em um papel de coadjuvante numa novela de Silvio de Abreu[7]. Taís Araújo interpretaria a personagem Maria Cesária, mas teve que recusar por estar grávida e acabou sendo substituída por Lucy Ramos.

Enredo
No fim do século XIX, os reinos europeus de Seráfia do Norte e Seráfia do Sul – lideradas pelos reis Augusto (Carmo Dalla Vecchia) e Cristina (Alinne Moraes) ao norte e Teobaldo (Thiago Lacerda) e Helena (Mariana Lima) ao sul – encerram uma guerra secular ao fazerem um acordo em que herdeiros de cada família, Aurora e Felipe, se casariam na maioridade, unindo as monarquias. Durante uma viagem ao sertão do Brasil, a corte da Seráfia do Norte é atacada por cangaceiros a mando da ardilosa duquesa Úrsula (Débora Bloch), que vê a chance de casar sua própria filha com Felipe futuramente e se tornar mais poderosa. Em fuga, a Rainha Cristina entrega a filha recém-nascida aos camponeses Virtuosa (Ana Cecília Costa) e Eusébio (Enrique Díaz), pedindo que cuidem dela sendo assassinada a metros dali. Desolado, Augusto retorna à Europa após ser salvo e passa a vida amargurado. Após dezoito anos Aurora (Bianca Bin) – agora com o nome de Açucena – cresceu sem conhecer sua verdadeira identidade, estando noiva de Jesuíno (Cauã Reymond), rapaz valente que foi criado somente pela mãe, Benvinda (Cláudia Ohana), e que não sabe que o pai, Herculano (Domingos Montagner), é o cangaceiro mais perigoso do sertão. Quem não gosta do romance é Timóteo (Bruno Gagliasso), dono da fazenda onde o rapaz mora e capaz de qualquer crueldade para ter Açucena e prejudicar Jesuíno.

Apaixonada inicialmente também por Jesuíno, Doralice (Nathalia Dill) é uma moça bondosa e à frente de seu tempo, que se formou em direito e voltou para Brogodó para mostrar às garotas que elas podem ser mais que donas de casa. Subestimada por ser mulher, ela entra para a cavalaria vestida de homem para se aproximar do amado. Tudo muda quando o rei Augusto decide voltar ao Brasil após uma profecia de que sua filha está viva, trazendo com ele toda a corte das duas Seráfias. Não tarda, porém, para que o príncipe Felipe (Jayme Matarazzo) se apaixone por Doralice, lutando contra a pressão da hierarquia para ficar com ela. Já o príncipe-infante Inácio (Maurício Destri) se apaixona por Antônia (Luiza Valdetaro), mas tem que enfrentar com o irmão dela, Timóteo, que vê mais vantagem política em casá-la com o delegado Batoré (Osmar Prado). Dissimulada, Úrsula também desembarca no Brasil para não deixar ninguém interferir em seus planos, contando com a ajuda do mordomo e amante Nicolau (Luiz Fernando Guimarães) em suas armações. O que ela não esperava é que seu marido, o duque Petrus (Felipe Camargo), dado como desaparecido há muitos anos, fosse conseguir fugir da masmorra onde ela o prendeu e retornasse para se vingar.

A cidade ainda guarda outras histórias, como do prefeito Patácio (Marcos Caruso) e da primeira-dama Ternurinha (Zezé Polessa), pais de Doralice, deslumbrados com a chegada dos nobres, tentando imitar todos seus modos – mas apesar da pompa ela tem um caso com cangaceiro Zóio Furado (Tuca Andrada). Já o irmão de Açucena, Cícero (Miguel Rômulo), entra para o cangaço em busca de melhor condição de vida, contrariando a professora Rosa (Isabelle Drummond), o grande amor de sua vida e que tente o instigar a fazer o bem. Ainda há o turco Farid (Mouhamed Harfouch), casado com três mulheres diferentes em três cidades: Bartira (Andreia Horta), Penélope (Paula Burlamaqui) e a primeira delas, Neusa (Heloísa Perissé), que ele corre o risco de perder para o amigo, o gago Quiquiqui (Marcello Novaes). Em meio a todas as mudanças, Açucena começa a descobrir seu passado como Aurora e tem que lidar com uma vida da qual ela jamais imaginou existir, enquanto Jesuíno conhece seu pai, que deseja que ele seja seu sucessor no cangaço.

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